Pular para o conteúdo principal

Uma das 7 maravilhas do mundo moderno: Conheça a 'cidade perdida' de Petra

Em 1812, Johann Ludwig Burckhardt, um explorador suíço que tinha grande interesse pelo mundo árabe, descobriu as ruínas de um curioso local em meio ao deserto da Jordânia.

                             Fotografia de monastério em Petra - Wikimedia Commons

Apelidado de "Cidade Perdida", o sítio arqueológico revelaria um impressionante estilo arquitetônico, em que as construções foram esculpidas a partir das rochas de arenito presentes na região. Uma curiosidade é que, devido à cor rósea desse tipo de pedra, Petra também é por vezes chamada de "Cidade Rosa".

Passado glorioso

Fotografia de anfiteatro em Petra / Crédito: Wikimedia Commons


Os arqueólogos acreditam que o local teria sido fundado em 312 a.C. pelos nabateus, que eram um povo nômade do deserto, de forma que ele possui uma trajetória de mais de 2 mil anos.

Em seu auge, a localização estratégica de Petra a tornou um importante centro comercial — ela estava incluída, por exemplo, na famosa Rota da Seda. Assim, eram transportadas através da cidade rochosa mercadorias de lugares como Roma, Grécia, Síria, China e Arábia Saudita, conforme registrado pelo portal Segredos do Mundo, do R7.

Como consequência desse contato com tantas outras civilizações, a sociedade criada pelos nabateus teria ainda uma cultura e práticas religiosas muito diversificadas, trazendo influências de tradições encontradas em diversos outros pontos do mundo antigo. Sua própria arquitetura de tirar o fôlego, por exemplo, combina estilos greco-romanos e orientais.

Portais de pedra em Petra / Crédito: Wikimedia Commons


Declínio

Em 106 a.C., Petra acabou sendo tomada pelo Império Romano, e, posteriormente, acabou caindo nas mãos dos povos islâmicos.

O que realmente causou seu fim, todavia, não foi essa instabilidade política, e sim uma combinação entre a redução de sua importância econômica (devido ao crescimento em popularidade das rotas comercias marítimas) e também terremotos.

As ruínas que sobreviveram da Cidade Perdida até os dias atuais, vale apontar, resistiram a mais de um abalo sísmico. De acordo com o National Geographic, o lugar alcançou seu momento de menor relevância por volta de 700 d.C, que corresponde à etapa final do período bizantino. Foi nesta época que os nabateus a abandonaram.

Posteridade

Em 1985, Petra foi tombada como Patrimônio Mundial da UNESCO devido à sua importância histórica e arqueológica. Já em 2007, ela foi classificada como uma das 7 maravilhas do mundo moderno.

        Fotografia de tumbas de Petra / Crédito: Wikimedia Commons

Apesar das inúmeras escavações que já ocorreram no local, que já revelaram várias tumbas reais, prédios e obeliscos, um detalhe interessante é que boa parte da cidade milenar ainda está escondida sob a areia. A informação foi comentada pelo arqueólogo Zeidoun Al-Muheisen, também segundo repercutiu o National Geographic:

Nós descobrimos apenas 15% da cidade. A grande maioria — 85% — ainda está na clandestinidade e intocada", afirmou o pesquisador.

Assim, embora hoje Petra já seja um impressionante ponto turístico com suas construções rochosas e passado rico, as explorações arqueológicas futuras ainda têm muito o que revelar a seu respeito.


Fonte: Aventuras na História

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filha busca Justiça histórica para pai, que matou Euclides da Cunha

Foto: Ana Terra/BBC News Brasil Em 1998, depois de lançar um livro sobre seu pai, a escritora Dirce de Assis Cavalcanti deu de cara com uma frase pichada em sua porta ao chegar em casa: "Filha de assassino". Dirce ouviu a frase pela primeira vez quando tinha 11 anos, dita por uma colega no colégio interno, e depois muitas outras vezes ao longo da vida. "Aquela foi a última vez que recebi essa pecha", suspira ela aos 87 anos, em conversa com a BBC News Brasil, em seu apartamento no Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. Veja entrevista em vídeo. A pecha de assassino acompanhou toda a vida de seu pai, Dilermando de Assis - que entrou para a história como o homem que matou o escritor Euclides da Cunha. O célebre autor de Os Sertões é o homenageado deste ano na 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), de 10 a 14 de julho. A justa homenagem a um dos expoentes da literatura brasileira no evento é, para Dirce, motivo de "preocupação, ...

Maya Angelou: “Ainda assim eu me levanto”

Maya Angelou, figura extraordinária das letras norte-americanas, foi porta-voz dos anseios e da revolta dos negros. Amiga de Martin Luther King e de Malcolm X, a vida inteira dedicou-se à militância pelos direitos civis de seu povo. Nascendo em Saint Louis – Missouri, partindo de uma infância miserável e cheia de tropeços no Sul profundo, educou-se, para consagrar-se a duas causas: a seu povo e à poesia. Viajou pelo país fazendo campanhas onde fosse necessário; posteriormente percorreria também a África, sempre denunciando a injustiça. Artista polivalente, fez teatro, cinema, televisão, dança. Autora de livros de memórias e assessora de presidentes, soube empunhar a poesia como arma de luta pela emancipação. Selecionamos o mais famoso de seus poemas, verdadeira declaração de princípios que serve como hino de guerra da resistência à opressão e é recitado por toda parte em ocasiões públicas. Desafio ao opressor, reitera o refrão “Eu me levanto”, trazendo para o poema as conotaç...

Milton Hatoum é eleito imortal da Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu o escritor Milton Hatoum, 72, para ocupar a cadeira n.º 6 da instituição. Ele foi eleito com 33 votos de um total de 34 possíveis, em disputa que contou com outros cinco candidatos. O mais novo imortal da ABL irá ocupar a vaga deixada pela morte do jornalista Cícero Sandroni em 17 de junho deste ano. Hatoum é romancista, contista, ensaísta, tradutor e professor universitário, e nasceu em 19 de agosto de 1952, em Manaus, capital do Amazonas. Segundo o presidente da ABL, Merval Pereira, o autor " é o maior escritor brasileiro vivo e é um romancista de primeira ordem ". Hatoum morou durante a década de 1970 em São Paulo e se formou em arquitetura na Universidade de São Paulo (USP). Ele estreou na ficção com " Relato de um Certo Oriente " (1989), seu primeiro romance que levou o Prêmio Jabuti daquele ano e ganhou adaptação para o cinema. Seu segundo romance, " Dois Irmãos " (2000), ganhou adaptações para o teatro e ...