Pular para o conteúdo principal

FGV libera para consulta 5 mil documentos de uma das principais líderes feministas do Brasil

Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça | CPDOC/FGV

A mãe de Bárbara Heliodora 

O CPDOC da FGV acaba de liberar para consulta o arquivo pessoal da poetisa e tradutora Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896-1971), vista aqui quando foi escolhida Rainha dos Estudantes do Brasil, em 1929. O arquivo contém cerca de 5.000 documentos que abordam as lutas feministas do início do século XX, no Brasil. 

“Os destaques são os debates sobre a igualdade de direitos entre homens e mulheres, o divórcio, a questão sufragista, saúde feminina e a importância da atuação política das mulheres em tempos de guerra”, diz o o sociólogo Celso Castro. 

Anna, que foi a primeira mulher a presidir a UNE, foi casada com Marcos Carneiro de Mendonça, goleiro do Fluminense e da seleção brasileira, e teve três filhos — entre eles, a crítica teatral Bárbara Heliodora, falecida em 2015. 

Fonte: O Globo
Por Ancelmo Gois

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Erotismo no convento: os poemas eróticos de freiras nos séculos XVII e XVIII

[Postado por Geledés] No livro “Que Seja em Segredo”, lançado pela L&PM e com pesquisa e introdução de Ana Miranda, reúne escritos de freiras dos séculos XVII e XVIII, cujos conteúdos giram em torno do erotismo e da devassidão. Se, num primeiro momento, nos soa estranho pensar em freiras escrevendo sobre sexualidade, sexo e erotismo, num segundo momento nos damos conta de que é exatamente este fato que faz do livro uma obra tão interessante. Na época em que foram escritos, os conventos não estavam destinados àquelas que tinham vocação para o trabalho da igreja; quaisquer mulheres com “comportamentos difíceis” ou “inadequados” poderiam ver-se enclausuradas em conventos. Meninas e mulheres tidas como pessoas com “comportamento sexual exacerbado”, bastardas, rebeldes e que perderam a virgindade antes do casamento faziam parte deste grupo que era mandado para o convento no intuito de “endireitá-las”. Alguns homens iam se encontrar com estas freiras, no próprio convento ou ...

Filha busca Justiça histórica para pai, que matou Euclides da Cunha

Foto: Ana Terra/BBC News Brasil Em 1998, depois de lançar um livro sobre seu pai, a escritora Dirce de Assis Cavalcanti deu de cara com uma frase pichada em sua porta ao chegar em casa: "Filha de assassino". Dirce ouviu a frase pela primeira vez quando tinha 11 anos, dita por uma colega no colégio interno, e depois muitas outras vezes ao longo da vida. "Aquela foi a última vez que recebi essa pecha", suspira ela aos 87 anos, em conversa com a BBC News Brasil, em seu apartamento no Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. Veja entrevista em vídeo. A pecha de assassino acompanhou toda a vida de seu pai, Dilermando de Assis - que entrou para a história como o homem que matou o escritor Euclides da Cunha. O célebre autor de Os Sertões é o homenageado deste ano na 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), de 10 a 14 de julho. A justa homenagem a um dos expoentes da literatura brasileira no evento é, para Dirce, motivo de "preocupação, ...

Lima Barreto: o escritor do povo, intérprete do brasil do pós abolição.

Lima Barreto é um dos escritores mais importantes da literatura brasileira, e sua obra é fundamental para refletirmos sobre o significado do 13 de maio. Filho de pais negros e nascido em 1881, ele cresceu em um Brasil recém-saído da escravidão, mas ainda profundamente marcado pelo racismo e pela exclusão social. A Lei Áurea, assinada em 13 de maio de 1888, aboliu oficialmente a escravidão, mas não garantiu nenhum direito ou reparação às pessoas negras libertas. Lima Barreto foi uma das vozes mais contundentes ao denunciar essa falsa abolição. Por meio de sua literatura, mostrou como o preconceito e a desigualdade continuaram estruturando a sociedade brasileira. Infância Afonso Henriques de Lima Barreto nasceu no Rio de Janeiro em  13 de maio de 1881, sete anos antes da abolição da escravatura . Filho de pais negros e pobres, enfrentou o preconceito racial desde cedo. Criado com esforço pelo pai após a morte precoce da mãe, estudou no Colégio Pedro II e ingressou na Escola Politécni...