Foto: Ana Terra/BBC News Brasil Em 1998, depois de lançar um livro sobre seu pai, a escritora Dirce de Assis Cavalcanti deu de cara com uma frase pichada em sua porta ao chegar em casa: "Filha de assassino". Dirce ouviu a frase pela primeira vez quando tinha 11 anos, dita por uma colega no colégio interno, e depois muitas outras vezes ao longo da vida. "Aquela foi a última vez que recebi essa pecha", suspira ela aos 87 anos, em conversa com a BBC News Brasil, em seu apartamento no Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. Veja entrevista em vídeo. A pecha de assassino acompanhou toda a vida de seu pai, Dilermando de Assis - que entrou para a história como o homem que matou o escritor Euclides da Cunha. O célebre autor de Os Sertões é o homenageado deste ano na 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), de 10 a 14 de julho. A justa homenagem a um dos expoentes da literatura brasileira no evento é, para Dirce, motivo de "preocupação, ...

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