Pular para o conteúdo principal

Nesta rara entrevista, Simone de Beauvoir fala sobre existencialismo, religião, casamento, amor livre

“Penso que amar, de fato, não é querer possuir, mas que amar seja querer criar elos com o outro ser que não são de possessão, no mesmo sentido de possuir uma roupa ou o que comemos.” – Simone Beauvoir.



A escritora e feminista francesa Simone de Beauvoir (1908-1986), consagrada por um livro fundamental para o movimento feminista, “O segundo sexo”, um marco teórico do feminismo no século XX, publicado em 1949.

Formada em filosofia pela Universidade de Sorbonne, onde conheceu outros jovens intelectuais, como Maurice Merleau-Ponty, René Maheu e Jean-Paul Sartre – com quem manteve um relacionamento por toda a vida -, De Beauvoir escreveu romances, ensaios, biografias, (e até uma autobiografia!) sobre filosofia, política e questões sociais.

Uma mulher atual, pensadora essencial de nosso tempo em suas mais diversas facetas: o existencialismo, a relação com Jean-Paul Sartre, o ativismo político, o feminismo, os romances e a análise sociológica. Beauvoir, continua sendo discutida dentro e fora do mundo acadêmico, atraindo a atenção de novas gerações de ativistas no Ocidente.

Assista aqui esta rara entrevista filmada em Paris pela Radio-Canada, que censurou sua difusão por pressão do arcebispo de Montreal, Simone de Beauvoir fala sobre existencialismo, religião, casamento, amor livre, entre outros temas.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Filha busca Justiça histórica para pai, que matou Euclides da Cunha

Foto: Ana Terra/BBC News Brasil Em 1998, depois de lançar um livro sobre seu pai, a escritora Dirce de Assis Cavalcanti deu de cara com uma frase pichada em sua porta ao chegar em casa: "Filha de assassino". Dirce ouviu a frase pela primeira vez quando tinha 11 anos, dita por uma colega no colégio interno, e depois muitas outras vezes ao longo da vida. "Aquela foi a última vez que recebi essa pecha", suspira ela aos 87 anos, em conversa com a BBC News Brasil, em seu apartamento no Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. Veja entrevista em vídeo. A pecha de assassino acompanhou toda a vida de seu pai, Dilermando de Assis - que entrou para a história como o homem que matou o escritor Euclides da Cunha. O célebre autor de Os Sertões é o homenageado deste ano na 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), de 10 a 14 de julho. A justa homenagem a um dos expoentes da literatura brasileira no evento é, para Dirce, motivo de "preocupação, ...

Maya Angelou: “Ainda assim eu me levanto”

Maya Angelou, figura extraordinária das letras norte-americanas, foi porta-voz dos anseios e da revolta dos negros. Amiga de Martin Luther King e de Malcolm X, a vida inteira dedicou-se à militância pelos direitos civis de seu povo. Nascendo em Saint Louis – Missouri, partindo de uma infância miserável e cheia de tropeços no Sul profundo, educou-se, para consagrar-se a duas causas: a seu povo e à poesia. Viajou pelo país fazendo campanhas onde fosse necessário; posteriormente percorreria também a África, sempre denunciando a injustiça. Artista polivalente, fez teatro, cinema, televisão, dança. Autora de livros de memórias e assessora de presidentes, soube empunhar a poesia como arma de luta pela emancipação. Selecionamos o mais famoso de seus poemas, verdadeira declaração de princípios que serve como hino de guerra da resistência à opressão e é recitado por toda parte em ocasiões públicas. Desafio ao opressor, reitera o refrão “Eu me levanto”, trazendo para o poema as conotaç...

Milton Hatoum é eleito imortal da Academia Brasileira de Letras

A Academia Brasileira de Letras (ABL) elegeu o escritor Milton Hatoum, 72, para ocupar a cadeira n.º 6 da instituição. Ele foi eleito com 33 votos de um total de 34 possíveis, em disputa que contou com outros cinco candidatos. O mais novo imortal da ABL irá ocupar a vaga deixada pela morte do jornalista Cícero Sandroni em 17 de junho deste ano. Hatoum é romancista, contista, ensaísta, tradutor e professor universitário, e nasceu em 19 de agosto de 1952, em Manaus, capital do Amazonas. Segundo o presidente da ABL, Merval Pereira, o autor " é o maior escritor brasileiro vivo e é um romancista de primeira ordem ". Hatoum morou durante a década de 1970 em São Paulo e se formou em arquitetura na Universidade de São Paulo (USP). Ele estreou na ficção com " Relato de um Certo Oriente " (1989), seu primeiro romance que levou o Prêmio Jabuti daquele ano e ganhou adaptação para o cinema. Seu segundo romance, " Dois Irmãos " (2000), ganhou adaptações para o teatro e ...