Pular para o conteúdo principal

Postagens

Editora vai dar desconto em todos os livros sobre o golpe militar

A Boitempo prepara uma ação especial para a próxima semana: todos os seus e-books sobre o golpe militar estarão com desconto em seu site entre os dias 1º e 5 e vão custar até R$ 9,90. A iniciativa é uma resposta à sugestão de Jair Bolsonaro para que os quartéis comemorem "a data histórica". Entre os livros está O Que Resta da Ditadura, organizado por Edson Teles e Vladimir Safatle e que ganha agora versão digital. Há também mini-ebooks a R$ 1,99: Tortura e Sintoma Social, de Maria Rita Kehl, e 1964, de Paulo Arantes. Algumas obras físicas também terão até 50% de desconto. Outras editoras preparam lançamentos sobre o tema. No dia 2, por exemplo, Eduardo Reina lança no Maria Antonia Cativeiro Sem Fim - A História de Bebês, Crianças e Adolescentes Sequestrados Pela Ditadura Militar (Alameda e Instituto Vladimir Herzog). Fonte: em.com.br

Direito à Literatura: uma necessidade social

Toda literatura é uma forma de expressão da sociedade. As palavras nos conduzem a fazer diversas reflexões, a percorrer por mundos desconhecidos ou pouco explorados e a desenvolver a capacidade de analisar o mundo criticamente. Além disso, a leitura também possibilita uma enorme variedade de ideias e permite inúmeros benefícios para nós, leitores. Nesse sentido, o direito à literatura é uma necessidade social justamente porque colabora para a formação de cada cidadão. Antonio Cândido, um dos maiores críticos literário do país, afirmava que a Literatura é um direito tão importante que se iguala às necessidades mais básicas de um ser humano. Em uma de suas citações, ele menciona: “[…] “assim como não é possível haver equilíbrio psíquico sem o sonho durante o sono, talvez não haja equilíbrio social sem a literatura. Deste modo, ela é fator indispensável de humanização e, sendo assim, confirma o homem na sua humanidade, inclusive porque atua em grande parte no subconsciente ...

Sem educação, os homens ‘vão matar-se uns aos outros’, diz neurocientista António Damásio

O neurocientista António Damásio advertiu que é necessário “educar massivamente as pessoas para que aceitem os outros”, porque “se não houver educação massiva, os seres humanos vão matar-se uns aos outros”. O neurocientista português falou no lançamento do seu novo livro A Estranha Ordem das Coisas, na Escola Secundária António Damásio, em Lisboa, onde ele defendeu perante um auditório cheio que é preciso educarmo-nos para contrariar os nossos instintos mais básicos, que nos impelem a pensar primeiro na nossa sobrevivência. “O que eu quero é proteger-me a mim, aos meus e à minha família. E os outros que se tramem. […] É preciso suplantar uma biologia muito forte”, disse o neurocientista, associando este comportamento a situações como as que têm levado a um discurso anti-imigração e à ascensão de partidos neonazis de nacionalismo xenófobo, como os casos recentes da Alemanha e da Áustria. Para António Damásio, a forma de combater estes fenômenos “é educar maciçamente as pess...

FGV libera para consulta 5 mil documentos de uma das principais líderes feministas do Brasil

Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça | CPDOC/FGV A mãe de Bárbara Heliodora  O CPDOC da FGV acaba de liberar para consulta o arquivo pessoal da poetisa e tradutora Anna Amélia de Queiroz Carneiro de Mendonça (1896-1971), vista aqui quando foi escolhida Rainha dos Estudantes do Brasil, em 1929. O arquivo contém cerca de 5.000 documentos que abordam as lutas feministas do início do século XX, no Brasil.  “Os destaques são os debates sobre a igualdade de direitos entre homens e mulheres, o divórcio, a questão sufragista, saúde feminina e a importância da atuação política das mulheres em tempos de guerra”, diz o o sociólogo Celso Castro.  Anna, que foi a primeira mulher a presidir a UNE, foi casada com Marcos Carneiro de Mendonça, goleiro do Fluminense e da seleção brasileira, e teve três filhos — entre eles, a crítica teatral Bárbara Heliodora, falecida em 2015.  Fonte: O Globo Por Ancelmo Gois

Que tal relembrar as principais personagens mulheres da literatura?

Os personagens fazem toda diferença na narrativa de um livro. Quando são bem construídos, eles deixam a trama mais fluida, densa e interessante. Apesar da histórica diferença da quantidade entre os protagonistas masculinos e femininos nas obras, muitas personagens mulheres marcaram o mundo literário e, nos últimos anos, têm conquistado ainda mais espaço. No mês das mulheres, nada como relembrar aquelas personagens que se tornaram queridinhas do público, né? Nossa lista reúne desde as clássicas, como Macabéa, de Clarice Lispector, até a queridinha dos jovens, a Hermione, de J. K. Rowling. Confira a lista completa e explore novas histórias! Macabéa, de A hora da estrela, de Clarice Lispector Macabéa vive sem saber para quê. Depois de perder a tia, viaja para o Rio de Janeiro, aluga um quarto, emprega-se como datilógrafa e se apaixona por Olímpio de Jesus, que logo a trai com uma colega de trabalho. A hora da estrela conta os momentos de criação de Rodrigo, o esc...

Acreditar em Si Mesmo — acender a própria lareira

Em nossos tempos desconfiamos sempre daquele que acredita em si mesmo; outrora, acreditar em si mesmo era suficiente para levar outros a crer na gente.  A receita para obter fé hoje é: "Não te poupes a ti mesmo! Se quiseres que tua opinião seja vista sob uma luz favorável, começa por acender tua própria lareira!". — Friedrich Wilhelm Nietzsche , in O Viajante & Sua Sombra - aforismo 319. Obra de arte por Tim Rayner. Fonte: Literatus

Saramago — egoísmo

Na verdade ainda está por nascer o primeiro ser humano desprovido daquela segunda pele a que chamamos egoísmo, bem mais dura que a outra, que por qualquer coisa sangra. — José Saramago, in Ensaio Sobre a Cegueira. Companhia das Letras, pág. 169. Obra de Xue Jiye. Fonte: Literatus